
Dentro de um vagão onde a dança do quadrado provavelmente foi concebida, estava eu com minha forma acrobática de ler um jornal, onde o mesmo se torna praticamente descartável após apenas uma leitura, cansei ao ver algumas noticias repetidas, cadê a criatividade desses caras, olhei para o lado e vi uma menina que mexia tanto o pescoço que pensei que fosse algum tipo de exercício de yoga contra claustrofobia, mas não era. O que se via era uma cena curiosa. À sua frente havia um rapaz mandando um torpedo pelo celular e a mesma olhava para o visor do celular como um predador olha sua caça.
Após alguns minutos aquele pescoço se aquietou, o fato estava consumado. Alivio geral para meus olhos que viam aquela cena e com certeza para o pescoço, ou você nunca ouviu falar que ele é a parte mais dura do corpo.
Isso me fez pensar em quais programas aquela pessoa assiste, no topo provavelmente estaria big brother e com certeza ela deva clamar todo dia pelo retorno das super casas, ops!! da casa dos artistas, além de deixar a página do seu site de relacionamento o tempo todo aberto clicando em foto por foto, não digo isso para desmerecer ou ser pejorativo, apenas quero falar de como a comunicação como sempre o faz, pode se “aproveitar” desse comportamento bisbilhoteiro das pessoas e criar comunicações, peças, ações que mexam com esse lado natural humano – Como diria o pequeno Einstein “A curiosidade é mais importante do que o conhecimento” .
É Fato se o consumidor for atrás da marca, querer ver, com certeza aquilo será importante para ele e marcará de alguma forma em seu pensamento. Agora como fazer isso? Podemos usar alguns exemplos de ações totalmente - Estou aqui. Venham atrás -.
A campanha da seda se apropriou bem desse lado das pessoas, assinada pela agência francesa Desgrippes e adaptada no Brasil pela JWT, a ação busca um reposicionamento da marca, com o uso nesse primeiro momento da curiosidade como estratégia, onde suas peças possuem apenas o titulo “A vida não pode esperar”, um grande sinal de exclamação e um numero de telefone embaixo, eu penso o quanto não teve de ligações esse numero, até porque são poucas as oportunidades de falar com a Thais Araujo. Uma ação de grande sucesso com retorno imesurável de buzz marketing. Um investimento de 30 milhões de reais que agora mexerá com o lado celebridade das pessoas, colando pessoas normais em suas peças além do uso de grandes celebridades, um casamento perfeito que corrobora a velha máxima da arte que imita a vida, ou vice-versa.
Voltando a nossa cobaia do MKTCotidiano, a pergunta que fica é. Qual será o assunto quando ela chegar ao serviço ou a faculdade?
Quem puder responder esta pergunta estará a frente na solução para uma campanha inovadora e com resultado
PS: O título nada mais é do que uma alusão de como pensamento positivo pode atrair boas energias em comunicação... Hahahaha
