
"O forasteiro que sacar sua arma primeiro será o ganhador na terra dos sem leis - Homens sem leis, mas não sem caráter"
É febre hoje frases de impacto, daquelas que recebemos em correntes de e-mail, ou em palestras motivacionais, não obstante ainda a procura de internautas por sites desse gênero.
Penso eu no verdadeiro sentido dessas frases, digo isso no momento da sua concepção, do real motivo na qual ela foi destinada, quem queria atingir ou simplesmente um desabafo, falar consigo mesmo e traduzir isso em linhas. Escrito entre lagrimas lido entre soluços relido entre sorrisos.
Falar nesse assunto e tentar engajá-lo com publicidade é um tanto quanto insensível, mas para não desvincular o objetivo desse blog e não perder a oportunidade de falar um pouco no que penso sem ter que usar exemplos em terceira pessoa, terei que ser deselegante.
Ouvir de anunciantes algumas frases nos causam arrepios, uns bons outros maus (de tão ruins que são).
Para falar e conseguir atingir em cheio com frases de impacto é preciso incorporar a alma do produto e casar isso com o consumidor de uma forma perfeita, daqueles casamentos com limunise e chuva de arroz.
A frase com a qual iniciei esse texto ocorreu em um desses momentos, único, quase um braistorm, só que de sentimentos, do lado verdadeiro das coisas não de uma ilusão, de levar para quem ler algum significado que será absorvido conforme o momento e vivência desse leitor.
Mas esse foi um texto escrito as pressas, somente para usar essa frase, que acredito será meu mantra, por isso me perdoem se não for assim uma brastemp, tentei ao máximo ter dedicação total a vocês.
Pois blog que é blog deve ser um diário pessoal, mas hoje com tantas mudanças os blogs nem parecem blogs e a vida não é tão completa e nem sempre tem a melhor relação custo beneficio.
Quer saber, que as coisas aconteçam como assim devem ser, simplesmente faça, caminhando, e acreditando na real beleza da vida.
Fecham-se as cortinas do espetáculo e que entre os próximos artistas.
A gente se vê por aqui.
domingo, 10 de agosto de 2008
Frases ou Slogans, eis a questão!
domingo, 3 de agosto de 2008
Marketing politicamente correto
Cá estamos nós, povo brasileiro, em um ano não comum, por diversos acontecimentos que são exclusivos e típicos desse ano peculiar, repetido apenas de 4 em 4 anos, como ter 29 de fevereiro , de ter o maior evento esportivo do mundo - as olimpíadas e melhor ainda ser no dia 08/08/08 (esses chineses). Mas o motivo do meu post é para falar de um assunto mais burocrático e digamos um tanto quanto chato - As eleições para prefeitos e vereadores, mas afinal política não se discuti (acho que pra não passar raiva), certo?
Errado, porque eu também vou reclamar.
Entramos num momento de ver as vias lotadas de papeis de candidatos (vulgo santinhos), de ouvir inúmeras musicas ridículas (vulgo, vulgo nada vulgares...rs) e de definitivamente trocar a tevê no horário político pelo msn.
Dessa forma, com esse tipo de campanha, fica difícil escolher qual candidato eleger, acho até que elas são assim tão chatas porque se fossem legais (leia-se relevantes) o povo assistiria e iam ver que na verdade O lixo é o produto e não a forma de exposição.
Quero aqui fazer um comparativo político x produto, e não são poucas as relações possíveis entre um e outro, fiz uma pequena tabela apenas para dar inicio a essa analogia, gerar uma curiosidade para enfim falar de uma forma um pouco mais séria e definitivamente mais chata sobre o assunto.
Político x Produto
| Faz propaganda | Faz publicidade |
| Começa com P, mas a quem diga que comece com S. | Começa com P, mas a quem diga que comece com $. |
| Somente em dinheiro e a vista. | Várias formas de pagamento. |
| Faz barulho e distribuem papeis. | Faz jingle e distribuem panfletos. |
| São essências, mas depois se tornam supérfluos | São supérfluos, mas depois se tornam essências |
Afinal o que faz você escolher seu político? Acho que é pela insistência, de estar mais ou menos na mídia, porque de verdade são raros os eleitores que votam nesse ou naquele por conhecer seus projetos e ter um histórico desse candidato.
E um produto, como você faz a escolha? Nossa! Se fosse falar de todas, e se assim fosse possível , seriam inúmeras as formas de analises, vão desde uma boa campanha até uma opinião de um amigo (buzz), de uma necessidade, pelo seu preço, etc...etc...
Voltando para o político, e para não ser tachado de pessimista que só serve para criticar e falar mal, quero aqui fazer minha sugestão, aceitem ela ou não... Bem vindos à liberdade de expressão.
A idéia seria criar um vestibular para uma triagem básica, contendo questões de administração política, historia, conhecimentos demográficos, etc...etc
Após esse vestibular seria feito uma eleição, sem necessidade de voto obrigatório, para eleger os trainees, isso mesmo, pois os candidatos teriam um ano para realizarem seus projetos e após isso mostrarem ao povo o que foi feito e o futuro da sua candidatura, após isso seria aberta uma nova votação para a escolha definitiva dos políticos que estariam no poder.
Difícil deslumbrar esse cenário, mas se voltarmos para nosso comparativo, hoje não são raros os produtos que possibilitam a sua devolução e ainda estornarem seu dinheiro caso não funcionarem da forma que foram anunciados, considero nada mais justo ter essa opção também para os produtos políticos, afinal estamos falando de um produto que representa muito mais do que um cabelo sedoso, uma pele bonita ou até um suco bem feito, estamos discutindo sobre um produto que representa e dirige o futuro de um país, de ter ou não educação de qualidade, saúde para todos, entre outros detalhes que deveriam ser mínimos, mas hoje tão ausentes.
Enquanto essas mudanças não acontecem, que pelo menos façamos escolhas com um mínimo de critério, além de realizar uma pequena pesquisa de mercado, para não comprar gato por lebre e pagar caro por isso.
Meu voto esse Brasil já tem.
domingo, 13 de julho de 2008
SE A CADA DIA EU FAÇO UM BURACO, EM 36 HORAS QUANTOS BURACOS TEREI?
A falta de ousadia tem explicação matemática, praticamente uma teoria de mestrado, provará por A mais B que o grande vilão da mesmice é o medo.
A teoria da proporção de Erros Comparados a Acertos, ou simplesmente ECA.
Elaborada por nada menos que esse que vos escreve.
A teoria consiste em experimentos realizados em um sistema cartesiano, utilizando do sistema numérico composto por algarismos arábicos, definido nas sábias palavras de Isaac Newton - Número é a relação entre a quantidade e a unidade.
A teoria trabalha com duas variáveis, que vamos definir com x e y, sendo x = acertos e y = erros.
- A fórmula – ECA = x /( x+y) *100
Trocando em miúdos, o percentual de acertos pela quantidade de tentativas.
O ponto é - Só se atinge 100% sem que haja nenhum erro sequer, um dado mais alarmante ainda, que deixa qualquer um com cabelo em pé, em caso de um errinho são necessárias mais 9 tentativas sem nenhum erro para pelo menos atingir a casa dos 90%, óbvio neh, pois é, mas isso explica muita coisa.
Falando em publicidade essa teoria torna-se ainda mais relevante e fundamentadora do cenário atual, pensando que cada campanha custa milhões, torna-se evidente a busca incessante pelo perfeito, mesmo que isso crucifique o ponto G, ops, o ponto máximo da publicidade a Dona criatividade.
Qualquer erro degrada a ECA, o que significa perdas exorbitantes em valores monetários. Afinal do que importante o valor percebido pelo cliente, o Brand Of Heart ou Mind, nada disso vale nada, o que importa mesmo é ter 100% de ECA.
Já ouvi algumas vezes de professores e até mesmo de profissionais em atividade, ou de professores que são profissionais em atividade, Ahhh, vocês entenderam neh!!!
Que as campanhas mais criativas são concebidas na faculdade, mais um ponto explicado pela ECA, são raros os alunos preocupados com ela.
E se olharmos para os meios de divulgação utilizados em publicidade os mais conservadores são os que possuem o maior share do investimento publicitário, o que me preocupa mais ainda, principalmente para o uso da internet que vem crescendo a galope, tudo indica que daqui um tempo haja uma estagnação e uma perda proposital de criatividade nas criações para esse meio, afinal tudo pela ECA.
Perdemos alguns meios preciosos devido a ECA, o rádio foi um deles, mas será que a internet conseguirá suportar a morosidade dos outros meios?
Com todas essas explicações tudo se torna mais claro, porém não aceitáveis.
Ora pois, o risco faz parte do sucesso, um risco consciente mas necessário, daqueles de dar um friozinho na barriga, como aqueles que sentimos quando jovens em um primeiro encontro, num primeiro olhar, num primeiro beijo. Porque quanto mais o tempo passa menos se quer ter essas sensações? ECA.
Para falar a verdade queria fazer tantas abordagens sobre esse assunto que posso até pensar em voltar a falar sobre, mas para não correr o risco (CONTRARIANDO O CONTRADITÓRIO) vou parar por aqui – PURO SARCASMO.
E de tudo o que de verdade eu queria falar, é sobre o dia do rock, fazer uma referência e uma humilde homenagem a esse estilo que tem em sua história o novo, a busca pelo desconhecido na mistura de estilos, sons, artistas, emoções. Tudo menos o comum. Passaram-se mais de 50 anos, muita coisa mudou e o rock sempre acompanhou de perto essas metamorfoses, isso sem perder seu poder, sem se deixar levar pelo leviano, correndo riscos alçando sempre o sucesso.
MUITO ROCK E POUCA ECA... Para que a publicidade não se torne uma velha gagá.
Radio Gaga - Queen
sábado, 5 de julho de 2008
Publicidade de Oportunidade... Não Oportunismo!
Ultima quinta-feira muitos sofreram e sentiram na pele como somos dependentes da tecnologia, desde os aficionados pelo Orkut, até quem queria tirar seu RG, sem exceções todos passaram mal bocados, e o pior pudemos perceber como somos frágeis e não temos nenhum plano B.
To falando sim, da pane que tirou “do ar” milhões de pessoas. Como algumas coisas podem gerar o caos, imagino uma falha dessas por 5 dias, aposto que muitos só de imaginar ficam “sem ar”, por muitas vezes eu cheguei a pensar uma coisa, e esses fatos servem para corroborar esse pensamento, o de que hoje se 2 ou 3 coisas não existissem não teríamos nada.
Sabe, na verdade acho que cada dia que passa há a impressão de termos mais coisas, mais luxo, mais opções, variedades, etc... Só que de fato não temos, é somente uma matrix, a internet é um bom exemplo, hoje o numero de sites são infinitos, e a cada dia surgem outros, o ponto é qual a relevância deles, a credibilidade e de verdade o diferencial que esses têm.
Chamo isso para fazer um paralelo com a publicidade, hoje em dia são tantas as opções, possibilidades de uso e interação com o cliente que poderiam ser usadas na publicidade, mas de verdade o que vemos são as mesmas coisas sendo feitas, 2 ou 3 exemplos que são seguidos afinco, sem a menor vontade de mudança, como se esses exemplos não existissem não existiria publicidade.
Tá na hora de tomar a pílula, será que as máquinas já estão dominando o mundo, a criação não explode na tela de um computador, mexer seu Mac não vai fazer de você mais ou menos criativo, hora de sair do casulo, derrubar a casa do João-de-barro, sair da zona de conforto e mostrar de fato que as coisas mudaram e que hoje temos diversidade de verdade.
E voltando ao roteador de Sorocaba. Na manhã de sexta-feira saiu estampando sobre o problema na primeira página do jornal, na verdade até me assustei que ainda assim saiu jornal...rs...
Mas o maior susto não foi esse, e sim que após uma verdadeira demonstração de como estamos numa cadeia criativa, em que a janela é a única coisa que podemos ver numa cela escura e fria com uma luz meia fase e um copo de café na mesa, assustou? Pois é e essas semelhanças não param somente em relação à decoração do seu escritório, mas sim de suas criações. Uma coisa me chamou a atenção na contra capa do jornal havia um anúncio do Net virtua, é ou não é pra se assustar uma mensagem tão boa quanto perigosa, mas que foi preciso arriscar e fez valer o anúncio de oportunidade, sarcasmo a parte... Eu adorei...o anúncio claro...
Façam seus backups, sabem-se lá quando teremos outra dessa, mas se for preciso para mudar que assim o seja.
Turn Off.
sábado, 28 de junho de 2008
A alienação do capitalismo pela publicidade ou vice-versa... Nem quero pensar
Acontecem algumas coisas com a gente que se contadas a um extraterrestre seriam tidas como absurdas e de outra galáxia, pois é... E são!
Vou tentar descrever sobre essas “anomalias” do comportamento humano, que me deixam ao menos inquieto.
É pecado não trabalhar...
Já ouvi de diversas pessoas e confesso já tive esses pensamentos, o de se sentir culpadas por estarem no seu serviço sem fazer nada, mesmo que seja por 5 minutos sequer, não produzir é pecado... Ou melhor, a preguiça é um dos sete pecados capitais, QUE HORROR!!!
É um ritmo tão voraz e alucinante que te faz perder a respiração por diversas vezes durante o dia, como se o simples fato de inspirar e expirar fosse te custar segundos preciosos, tudo implantado em nós como naquelas cartilhas usadas no pré onde o A é de Amor, etc.
Tornamos-nos parte disso e ao mesmo tempo em que somos caça somos caçadores, chicoteamos e somos chicoteados, algo que, se alguém parasse todo o sistema estaria fadado ao fracasso.
Chega de delongas, quero apenas desabafar o que vejo nos dias atuais, um mundo em que o homem é apenas algo programado, que age e tem comportamentos totalmente estabelecidos por um sistema que usa isso como arma de dominação, não se assustem não estou falando aqui de qualquer teoria da conspiração, mesmo que possa deixar os menos céticos com o pé atrás, mas isso com certeza... Se pensarmos no simples fato de quando ligamos a TV em 90% das vezes é nos apresentado uma cena de violência, pode nos indicar que o melhor a fazer é não sair de casa, e o que nos sobra, tcharam...Isso mesmo assistir essa mesma TV.
Quinta-feira ,me deparei com uma cena inusitada que me fez pensar, não sei se pensar é a palavra mais adequada, sobre o que fazemos e até onde isso faz parte das nossas próprias idéias, opiniões e partindo para um caráter mais sensacionalista algo que faça parte da nossa moral é ética.
Uma mulher estava passando com seu filho pela catraca do metrô, e pediu para ele passar por baixo e eis que o pequeno a interpolou com o seguinte questionamento.
- mãe porque a senhora passou por cima e eu por baixo?
E a senhora responde. – Porque sim.
Uma resposta que provavelmente você já deva ter dito e escutado diversas vezes, ok não sejamos hipócritas, às vezes é necessário ser um pouco menos detalhista, ao que todos já sabem - TIME IS MONEY.
Esse é o ponto-chave. Todo o sistema atual é regido pelo Senhor Cifrão, homem com grande prestigio e de sobrenome renomado na sociedade, faz valer seu poder e passa por cima de qualquer um que se apresentar em sua frente, um verdadeiro tirano.
Algo que me deixa menos confortável ainda é pensar em ser tratado como o funcionário Mor dessa engrenagem que se no passado nos engoliu (vide Chaplin) hoje faz parte de nos, já que como futuro publicitário que serei, sou visto como o grande tenor dessa orquestra. Que faz da arte da persuasão seu instrumento de dominação e de impor sua vontade, a de vender, a quem quer que seja, mesmo que esse não tenha dinheiro para comprar.
Quando vejo nos anúncios atuais a preocupação com a sustentabilidade, de como é importante pensar no planeta ou até mesmo no patrimônio artístico e cultural, isso me deixa deverás orgulhoso, mas não menos irritado de como ainda se esquecem dos que não podem comprar, dos que na verdade lutam para sobreviver, e lutam mesmo.
Já que temos tanta força de comunicar, porque não comunicamos um pouco o lado ser humano de ser, de pensar, de agir por vontade própria, associar a comunicação das empresas a esse tipo de ação não vai fazer suas vendas caírem, no máximo o que pode acontecer são as pessoas comprarem algo que realmente queiram e se sintam orgulhosas de terem feito o que queriam fazer e o mais importante sabendo o porquê daquilo, não simplesmente engolindo a celebre frase que dominam suas mentes, a do PORQUE SIM... Afinal, isso NÃO É RESPOSTA.
A tah! voltando um pouco o fato citado na estação de metrô, quando disse que ele era inusitado, acabei deixando passar que a catraca que a mulher passou era livre, ou seja, não entendi porque o menino passou por baixo, mas nem ousei pensar em perguntar, depois daquela resposta, iria no mínimo me chamar de louco.
Nave Q.I desligando...
sexta-feira, 23 de maio de 2008
A vida é feita de motivação
Thomas Edison dizia: “O gênio é composto de 1% de inspiração e 99% de transpiração.”
Eita mentira deslavada...
A primeira impressão é a que fica
Com certo atraso e já me desculpando por tanto desleixo, considerem uma exceção eu não ter aparecido por aqui nos últimos dias, afinal passaram dias das mães, trabalho de faculdade e um certo Q de falta de inspiração, pois é isso as vezes acontece.
Bom o fato que me abre os olhos para uma conspiração publicitária se deu justamente há 2 fins de semana, especificamente um Domingo... Lembraram-se.
Ficamos combinados assim...
Foi isso que minha irmã disse, antes de usar outro verbo, COMPRE.
E lá fui eu comprar o presente de mamis como todo brasileiro que se preze aos 45 minutos do segundo tempo, shopping lotado, estacionamento nem se fale, porém entrei, comprei e sai, tudo em menos de 1 hora, ainda com uma pequena pesquisa de preço (quanta indecisão). Fiquei satisfeito com o presente e minha mãe também, apesar de não ter dado nenhum grito ou derramado alguma lágrima, fugindo um pouco do script que envolve essa data, enfim gostou.
No dia tão esperado, o segundo domingo de Maio, fomos a um restaurante, minha mãe inventou a regra que nesse dia é proibido cozinhar, tsc...tsc.
E lá fomos nós, eu com uma baita fome, porque acordei em cima do horário combinado, afinal decidido e pontual duas características que tenho de sobra.
PUTS ! Foi mais ou menos isso que ouvi minha mãe balbuciar, quando olhou a porta do restaurante lotada, até ai tudo bem já sabíamos dos problemas que aquela regra iria proporcionar.
O ponto chave são os bastidores daquele almoço em família, começando pelo desdém com que o gerente nos atendeu (8 pessoas, ok segura esse papel e esperem sua vez), passando pelo papel sulfite que tapava a palavra sobremesa dos itens inclusos no Buffet e por fim a inflação no valor imposto a uma refeição numa data tão especial, acho que eles não têm mamães.
Depois de alguns contra tempos, entramos e almoçamos, tempo total dentro do restaurante não passou de 45 minutos, tempo recorde, claro algo nos empurrava da cadeira, algo como, 20 pessoas em plena 3 da tarde aguardando para almoçar. Saímos limpando os dentes...
Ao fim sobrou a lição, ou pelo menos eu entendo assim. Um dia digno para qualquer que entenda um pouco do quão importante é convencer e agradar na primeira oportunidade e muitas vezes única, ESQUECER.
Em muitas publicidades é isso que acontece, uma comunicação sem nenhum interesse pelo cliente, ou uma comunicação ilusória do produto, praticamente um mundo de Marlboro, com a venda de gatos por lebre.
Elementos fundamentais, a verdadeira formula mágica para levar a falência qualquer embrião a produto ou a agência, até porque não é possível os grandões errarem tão feito assim, será?
Se o cliente te viu, dedicou um pouco do seu tempo, nem pense em piscar, você tem menos de 30 seg para convencê-lo ao AIDA (atenção – interesse – desejo – ação), Puffff!, se foi. Caso não tenha conseguido ele não voltará outra vez.
Feliz dia das mães, ano que vem vou pensar em um presente bem legal, mas com certeza vou almoçar em casa, abaixo as regras.
domingo, 4 de maio de 2008
O humor como apelo publicitário.
Nossa!!! Como ficar em casa passa rápido, nem vi os quatro dias passarem! Aquém da relatividade do tempo, como Mr Hawking explicaria com suas nozes, o importante é fazer os comentários do que foi feito enquanto não se fazia nada. Ou não é assim que os pobres ocidentais chamam o tempo ocioso, tão valioso, mas massacrado por ideologias capitalistas... Trabalho, trabalho e mais trabalho.
Vejo nos momentos mais engraçados situações em que o trabalho era o que menos se levava em conta, simplesmente fazer as coisas conforme elas acontecem sem nenhuma norma regulamentadora.
Até porque pouco provável seria o caso em que algo realmente espontâneo e engraçado acontecesse em uma reunião burocrática em que mais parece uma guerra, daí o sucesso e representatividade de Suz Tsu nos meios empresariais.
O fato é, dentre esses momentos raros de distopia, onde se faz o que se quer fazer, eu e um amigo estávamos em uma seção de cinema assistindo o homem de ferro (muito bom por sinal, veja os créditos, pena que eu não sabia disso antes) quando um menino vira para sua mãe e diz.
- Tenho fome, parecia até aquela bonequinha tosca que pede comida, e eis que a mãe com toda a classe que uma sessão cinema exige responde.
- Poxa filho, mas ainda falta um tempo para acabar o filme (mais especifica impossível), não tem como esperar.
Eu aliviado com a resposta certeira voltei minhas atenções para o filme.
Quando o moleque não contente rebate
- Mãeeeee, mas to com fome... (decorou mesmo a frase).
A Mãe em um profundo cataclisma cerebral soluciona o problema do menino com a mais brilhante solução
- Tenho uma pêra aqui, come para tapear o estomago (quem em sua normal sanidade leva uma pêra ao cinema?).
Nesse momento já se tinha passado algumas cenas do filme, que eu ainda tentava prestar atenção, mas não dava, e o que muitos Jim Carrey, Adam Sendler e outros bons atores por vezes buscavam – o Riso -, a cena do filhinho faminto e sua mãe super-poderosa me proporcionou em uma escala jamais vista em uma sala de cinema. Eita risada boa.
Depois do filme fomos ao show do Não Concordo, na insinuante Augusta, insinuante na questão do humor (péra lá, ou não é disso que estou falando) e lá novamente algumas situações cômicas aconteceram, desde uma sugada no canudinho de uma mulher no seu ato de flerte, até um belo capote no palco do Sr Popeye ao tentar salvar o microfone de uma manobra fantástica do cantor que mais parecia o Indianas Jones (só para não perder a relação com filme).
O ponto em questão é, posso afirmar com toda certeza dentro do percentual de absorção e recordação que nossa mente tem, acho q coisa de 2%, não me lembro bem quando me disseram isso, desses últimos dias o que tenho mais evidente e com maior detalhes são essas cenas “cômicas” e provavelmente são essas cenas os pontos que destacarei ao contar o meu fim de semana no serviço ou na faculdade.
E isso não é diferente quando você assiste algum comercial na tevê, no meio de uma conversa sempre tem algum assunto que você tira da cartola, nesse momento fará valer o fator humor, se não for o sacanagem, melhor ainda se puder juntar os dois, e ai entra em pauta aquele “puta” comercial que você viu na tevê, dai surgem aos montes, os comentários, as análises, as percepções, etc, etc... Só um cuidado, pois há uma linha tênue entre o humor e o vulgar.
O sucesso do uso do humor na publicidade se dá no meu ponto de vista simplesmente por ser raros os momentos em que existe o verdadeiro e puro humor, aquele despreocupado de analises ou boicotes, de ser ofensivo ou constrangedor. E como há por traz dos bons comerciais gênios que usam situações do dia-a-dia para suas criações, se faz evidente a chave do sucesso, fazer dessa necessidade das pessoas, momentos de muito riso proporcionado pela marca anunciada. Faz se necessário repetir a palavra gênios, não acreditem ser o somente o humor pelo humor o elemento X é bem mais do que isso, é saber explorar a pêra no cinema, ou o vôo do Sr Popeye ou a sugada no canudinho, se ater aos detalhes e fazer com que os momentos sejam inesquecíveis simplesmente com uma dose de humor, por falar nisso, desce mais uma dose pra mim.
E que venha mais uma semana. Boas risadas a todos.
quinta-feira, 1 de maio de 2008
As coisas não findam quando nelas se encontram oportunidades. Basta achá-las.
Mudei a locomotiva, boa viagem!
Hoje o mercado radiofônico passa por uma estagnação preocupante para todos que vêem na musica uma forma de viver a vida mais leve, de pensar diferente e de claro achar explicação para muitas coisas inexplicáveis.
Um Breque!
Acho que todo mundo já se perguntou de onde vem a fortuna que a Google possui hoje, uma busca no Google e provavelmente você encontre a resposta.
Agora vamos aos fatos que me trazem até aqui, ora pois!!! Esse Blog não é para falar sobre o marketing do dia-a-dia. Pois bem aqui estou com uma tremenda duvida.
No ultimo fim de semana a cidade de São Paulo assistiu a um evento com a magnitude da cidade, nada menos do que 4 milhões de pessoas apreciaram durante 24 horas, muita musica, arte e cultura. Algo para deixar qualquer anunciante louco para divulgar sua marca, fazer alguma ação, cativar esse publico na sua maioria alternativo e formador de opinião, desses peixes que são difíceis de capturar.
Procurei em todos os cartazes, faixas, palco, o raio que o parta não vi nada de nenhum anunciante patrocinador nem sequer panfletagem nas ruas, NADA! A única explicação que encontro para essa omissão total dos que dizem estar sempre a frente de qualquer novidade, sempre procurando surpreender o publico, é de que justamente nesse fim de semana todos foram para suas casas de campo descansar da loucura dessa cidade, mas que péssimo dia para isso, perderam o que faz o Google ser o que é.
Engatem novamente a primeira, amarrem os cintos e Simborá para uma pequena viagem.
Tantas coisas mudaram na forma de se comunicar e de se fazer as coisas, e muito mais tende a mudar. Um mercado que corre sérios riscos é o radiofônico, e isso me dá muito medo, veja, por exemplo, quantos bons artistas surgem e quantos péssimos fazem sucesso diariamente, será possível que não existam coisas boas por ai, a grande questão é, saber fazer as coisas, encontrar oportunidades de vender o seu produto, não necessariamente a musica tem que viver somente das vendas de CDs e/ou shows, muita coisa pode e deve ser explorada, faço esse apelo para continuar ouvir musicas que valham a pena que nos façam pensar que nos tire da zona de conforto, que ao menos seu ipod mereça recebê-las.
Enquanto escrevo isso sinto como se uma bateria de uma garoto de 5 anos que acabará de ganha-lá tocasse alucinadamente sem parar e no fim se escutasse apenas um palavrão, na verdade um desabafo.
Já está em quinta, é melhor pisar um pouco no freio!
Acho que perdi um pouco o controle, mas o que quero mostrar é que não podemos olhar para as coisas sempre com os mesmos olhos e esperando os mesmos resultados, é preciso inovar, buscar dentro das coisas novas funções novos usos, e como publicitário que sou não posso me contentar com a lenga- lenga que se vê hoje em dia, comerciais de dar sono, que fazem lembrar pela porcaria que é, e ao mesmo tempo não posso nem por um instante acreditar que no futuro o que nos espera são musicas tão deploráveis que nem valem a pena ser citadas.
Enquanto procurava um anunciante sequer num evento tão marcante como o que foi a virada cultural, e nada achei, ou quase nada. Olhei e vi o brasão de São Paulo e uma explicação do meu amigo casou perfeitamente com esse texto, por isso vale citá-la - Non Dvcor, Dvco – que em latim significa, NÃO SOU CONDUZIDO, CONDUZO. Ou seja, é preciso estar à frente para chegar primeiro.
Ufa! Até a próxima aventura.
sábado, 26 de abril de 2008
Comunicação Imã Gética – The secret of curiosity

Dentro de um vagão onde a dança do quadrado provavelmente foi concebida, estava eu com minha forma acrobática de ler um jornal, onde o mesmo se torna praticamente descartável após apenas uma leitura, cansei ao ver algumas noticias repetidas, cadê a criatividade desses caras, olhei para o lado e vi uma menina que mexia tanto o pescoço que pensei que fosse algum tipo de exercício de yoga contra claustrofobia, mas não era. O que se via era uma cena curiosa. À sua frente havia um rapaz mandando um torpedo pelo celular e a mesma olhava para o visor do celular como um predador olha sua caça.
Após alguns minutos aquele pescoço se aquietou, o fato estava consumado. Alivio geral para meus olhos que viam aquela cena e com certeza para o pescoço, ou você nunca ouviu falar que ele é a parte mais dura do corpo.
Isso me fez pensar em quais programas aquela pessoa assiste, no topo provavelmente estaria big brother e com certeza ela deva clamar todo dia pelo retorno das super casas, ops!! da casa dos artistas, além de deixar a página do seu site de relacionamento o tempo todo aberto clicando em foto por foto, não digo isso para desmerecer ou ser pejorativo, apenas quero falar de como a comunicação como sempre o faz, pode se “aproveitar” desse comportamento bisbilhoteiro das pessoas e criar comunicações, peças, ações que mexam com esse lado natural humano – Como diria o pequeno Einstein “A curiosidade é mais importante do que o conhecimento” .
É Fato se o consumidor for atrás da marca, querer ver, com certeza aquilo será importante para ele e marcará de alguma forma em seu pensamento. Agora como fazer isso? Podemos usar alguns exemplos de ações totalmente - Estou aqui. Venham atrás -.
A campanha da seda se apropriou bem desse lado das pessoas, assinada pela agência francesa Desgrippes e adaptada no Brasil pela JWT, a ação busca um reposicionamento da marca, com o uso nesse primeiro momento da curiosidade como estratégia, onde suas peças possuem apenas o titulo “A vida não pode esperar”, um grande sinal de exclamação e um numero de telefone embaixo, eu penso o quanto não teve de ligações esse numero, até porque são poucas as oportunidades de falar com a Thais Araujo. Uma ação de grande sucesso com retorno imesurável de buzz marketing. Um investimento de 30 milhões de reais que agora mexerá com o lado celebridade das pessoas, colando pessoas normais em suas peças além do uso de grandes celebridades, um casamento perfeito que corrobora a velha máxima da arte que imita a vida, ou vice-versa.
Voltando a nossa cobaia do MKTCotidiano, a pergunta que fica é. Qual será o assunto quando ela chegar ao serviço ou a faculdade?
Quem puder responder esta pergunta estará a frente na solução para uma campanha inovadora e com resultado
PS: O título nada mais é do que uma alusão de como pensamento positivo pode atrair boas energias em comunicação... Hahahaha
domingo, 20 de abril de 2008
Mkt de Varejo... Não de Varejeira
Vou tentar através desse blog relatar algumas dessas experiências que vivi e "ouvir" de vocês opiniões sobre essas relações, e muitas criticas... Como são boas...
Mãos a massa!!! Domingo dia de macarronada...
Ontem fui à casa de um amigo em uma reunião casual, na verdade uma desculpa para falarmos e fazermos bastante besteira. O fato importante, no entanto, foi a volta desse encontro, estava no trem com destino a minha popular e comentadissíma cidade, quando entra no meu vagão os inventores do mkt de varejo, isso mesmo, pelo menos fazem com mais propriedade e assertividade do que muitos comunicadores que anunciam em grandes meios e que têm só um pouquinho a mais de verba para suas comunicações. Vamos aos fatos.
Entrou um garoto de uns 13 anos vendendo amendoim e bala, a forma como ele falava essas duas palavras repetidamente, de uma forma tão veloz e ainda com ritmo deixava qualquer jingle ou garoto do "mundo da lua" de boca aberta. E a estratégia de comunicação não pára apenas no conteúdo da mensagem publicitária de varejo, ele gritava bastante também, mas algo surpreendente aconteceu... Eu já disse 13 anos? Ok...
Ele tinha vendido apenas um amendoim para uma senhora de uns 65 anos, que provavelmente o levaria para seus netos ou apenas "chuparia" o amendoim, e como qualquer anunciante se não vende sai, muda, faz alguma coisa, não se pode no varejo perder se quer um dia de vendas, por isso trabalhasse de segunda a segunda, exploração a parte, vamos a estratégia triunfal. Quando ele estava saindo, eis que surge dentro do vagão de forma não menos impressionante o vendedor de cerveja, usando de toda técnica permitida nesse tipo de comunicação - como ele gritava nesse momento meus olhos viram algo para qualquer justo tirar o chapéu (perdão ao trocadilho), o menino voltou ao vagão e começou a oferecer novamente seu produto (amendoim), no momento certo (com a cerveja geladinha), para o publico certo (não quem usa córegas, mas sim quem associa amendoim com cerveja) da forma certa (gritando exaustivamente) e pelo preço certo ( a cerveja custava R$ 2,50 e o amendoim R$ 0,50... entendeu?). Na hora fiquei perplexo com o resultado daquela ação de marketing, guerrilha, comunicação de varejo, o raio que o parta... O cara vendeu 7 amendoins...7... um crescimento de 700% nas vendas. É ou não pra se pensar nessa comunicação de varejo, os grandes que não se cuidem tem gente boa entrando no páreo. É esperar pra perceber uma mudança.





