sexta-feira, 23 de maio de 2008

A vida é feita de motivação

Thomas Edison dizia: “O gênio é composto de 1% de inspiração e 99% de transpiração.”

Eita mentira deslavada...

A primeira impressão é a que fica


Com certo atraso e já me desculpando por tanto desleixo, considerem uma exceção eu não ter aparecido por aqui nos últimos dias, afinal passaram dias das mães, trabalho de faculdade e um certo Q de falta de inspiração, pois é isso as vezes acontece.

Bom o fato que me abre os olhos para uma conspiração publicitária se deu justamente há 2 fins de semana, especificamente um Domingo... Lembraram-se.

Ficamos combinados assim...

Foi isso que minha irmã disse, antes de usar outro verbo, COMPRE.

E lá fui eu comprar o presente de mamis como todo brasileiro que se preze aos 45 minutos do segundo tempo, shopping lotado, estacionamento nem se fale, porém entrei, comprei e sai, tudo em menos de 1 hora, ainda com uma pequena pesquisa de preço (quanta indecisão). Fiquei satisfeito com o presente e minha mãe também, apesar de não ter dado nenhum grito ou derramado alguma lágrima, fugindo um pouco do script que envolve essa data, enfim gostou.

No dia tão esperado, o segundo domingo de Maio, fomos a um restaurante, minha mãe inventou a regra que nesse dia é proibido cozinhar, tsc...tsc.

E lá fomos nós, eu com uma baita fome, porque acordei em cima do horário combinado, afinal decidido e pontual duas características que tenho de sobra.

PUTS ! Foi mais ou menos isso que ouvi minha mãe balbuciar, quando olhou a porta do restaurante lotada, até ai tudo bem já sabíamos dos problemas que aquela regra iria proporcionar.

O ponto chave são os bastidores daquele almoço em família, começando pelo desdém com que o gerente nos atendeu (8 pessoas, ok segura esse papel e esperem sua vez), passando pelo papel sulfite que tapava a palavra sobremesa dos itens inclusos no Buffet e por fim a inflação no valor imposto a uma refeição numa data tão especial, acho que eles não têm mamães.

Depois de alguns contra tempos, entramos e almoçamos, tempo total dentro do restaurante não passou de 45 minutos, tempo recorde, claro algo nos empurrava da cadeira, algo como, 20 pessoas em plena 3 da tarde aguardando para almoçar. Saímos limpando os dentes...

Ao fim sobrou a lição, ou pelo menos eu entendo assim. Um dia digno para qualquer que entenda um pouco do quão importante é convencer e agradar na primeira oportunidade e muitas vezes única, ESQUECER.

Em muitas publicidades é isso que acontece, uma comunicação sem nenhum interesse pelo cliente, ou uma comunicação ilusória do produto, praticamente um mundo de Marlboro, com a venda de gatos por lebre.

Elementos fundamentais, a verdadeira formula mágica para levar a falência qualquer embrião a produto ou a agência, até porque não é possível os grandões errarem tão feito assim, será?

Se o cliente te viu, dedicou um pouco do seu tempo, nem pense em piscar, você tem menos de 30 seg para convencê-lo ao AIDA (atenção – interesse – desejo – ação), Puffff!, se foi. Caso não tenha conseguido ele não voltará outra vez.

Feliz dia das mães, ano que vem vou pensar em um presente bem legal, mas com certeza vou almoçar em casa, abaixo as regras.

domingo, 4 de maio de 2008

O humor como apelo publicitário.


Nossa!!! Como ficar em casa passa rápido, nem vi os quatro dias passarem! Aquém da relatividade do tempo, como Mr Hawking explicaria com suas nozes, o importante é fazer os comentários do que foi feito enquanto não se fazia nada. Ou não é assim que os pobres ocidentais chamam o tempo ocioso, tão valioso, mas massacrado por ideologias capitalistas... Trabalho, trabalho e mais trabalho.

Vejo nos momentos mais engraçados situações em que o trabalho era o que menos se levava em conta, simplesmente fazer as coisas conforme elas acontecem sem nenhuma norma regulamentadora.

Até porque pouco provável seria o caso em que algo realmente espontâneo e engraçado acontecesse em uma reunião burocrática em que mais parece uma guerra, daí o sucesso e representatividade de Suz Tsu nos meios empresariais.

O fato é, dentre esses momentos raros de distopia, onde se faz o que se quer fazer, eu e um amigo estávamos em uma seção de cinema assistindo o homem de ferro (muito bom por sinal, veja os créditos, pena que eu não sabia disso antes) quando um menino vira para sua mãe e diz.

- Tenho fome, parecia até aquela bonequinha tosca que pede comida, e eis que a mãe com toda a classe que uma sessão cinema exige responde.

- Poxa filho, mas ainda falta um tempo para acabar o filme (mais especifica impossível), não tem como esperar.

Eu aliviado com a resposta certeira voltei minhas atenções para o filme.

Quando o moleque não contente rebate

- Mãeeeee, mas to com fome... (decorou mesmo a frase).

A Mãe em um profundo cataclisma cerebral soluciona o problema do menino com a mais brilhante solução

- Tenho uma pêra aqui, come para tapear o estomago (quem em sua normal sanidade leva uma pêra ao cinema?).

Nesse momento já se tinha passado algumas cenas do filme, que eu ainda tentava prestar atenção, mas não dava, e o que muitos Jim Carrey, Adam Sendler e outros bons atores por vezes buscavam – o Riso -, a cena do filhinho faminto e sua mãe super-poderosa me proporcionou em uma escala jamais vista em uma sala de cinema. Eita risada boa.

Depois do filme fomos ao show do Não Concordo, na insinuante Augusta, insinuante na questão do humor (péra lá, ou não é disso que estou falando) e lá novamente algumas situações cômicas aconteceram, desde uma sugada no canudinho de uma mulher no seu ato de flerte, até um belo capote no palco do Sr Popeye ao tentar salvar o microfone de uma manobra fantástica do cantor que mais parecia o Indianas Jones (só para não perder a relação com filme).

O ponto em questão é, posso afirmar com toda certeza dentro do percentual de absorção e recordação que nossa mente tem, acho q coisa de 2%, não me lembro bem quando me disseram isso, desses últimos dias o que tenho mais evidente e com maior detalhes são essas cenas “cômicas” e provavelmente são essas cenas os pontos que destacarei ao contar o meu fim de semana no serviço ou na faculdade.

E isso não é diferente quando você assiste algum comercial na tevê, no meio de uma conversa sempre tem algum assunto que você tira da cartola, nesse momento fará valer o fator humor, se não for o sacanagem, melhor ainda se puder juntar os dois, e ai entra em pauta aquele “puta” comercial que você viu na tevê, dai surgem aos montes, os comentários, as análises, as percepções, etc, etc... Só um cuidado, pois há uma linha tênue entre o humor e o vulgar.

O sucesso do uso do humor na publicidade se dá no meu ponto de vista simplesmente por ser raros os momentos em que existe o verdadeiro e puro humor, aquele despreocupado de analises ou boicotes, de ser ofensivo ou constrangedor. E como há por traz dos bons comerciais gênios que usam situações do dia-a-dia para suas criações, se faz evidente a chave do sucesso, fazer dessa necessidade das pessoas, momentos de muito riso proporcionado pela marca anunciada. Faz se necessário repetir a palavra gênios, não acreditem ser o somente o humor pelo humor o elemento X é bem mais do que isso, é saber explorar a pêra no cinema, ou o vôo do Sr Popeye ou a sugada no canudinho, se ater aos detalhes e fazer com que os momentos sejam inesquecíveis simplesmente com uma dose de humor, por falar nisso, desce mais uma dose pra mim.

E que venha mais uma semana. Boas risadas a todos.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

As coisas não findam quando nelas se encontram oportunidades. Basta achá-las.



Mudei a locomotiva, boa viagem!

Hoje o mercado radiofônico passa por uma estagnação preocupante para todos que vêem na musica uma forma de viver a vida mais leve, de pensar diferente e de claro achar explicação para muitas coisas inexplicáveis.

Um Breque!

Acho que todo mundo já se perguntou de onde vem a fortuna que a Google possui hoje, uma busca no Google e provavelmente você encontre a resposta.

Agora vamos aos fatos que me trazem até aqui, ora pois!!! Esse Blog não é para falar sobre o marketing do dia-a-dia. Pois bem aqui estou com uma tremenda duvida.

No ultimo fim de semana a cidade de São Paulo assistiu a um evento com a magnitude da cidade, nada menos do que 4 milhões de pessoas apreciaram durante 24 horas, muita musica, arte e cultura. Algo para deixar qualquer anunciante louco para divulgar sua marca, fazer alguma ação, cativar esse publico na sua maioria alternativo e formador de opinião, desses peixes que são difíceis de capturar.

Procurei em todos os cartazes, faixas, palco, o raio que o parta não vi nada de nenhum anunciante patrocinador nem sequer panfletagem nas ruas, NADA! A única explicação que encontro para essa omissão total dos que dizem estar sempre a frente de qualquer novidade, sempre procurando surpreender o publico, é de que justamente nesse fim de semana todos foram para suas casas de campo descansar da loucura dessa cidade, mas que péssimo dia para isso, perderam o que faz o Google ser o que é.

Engatem novamente a primeira, amarrem os cintos e Simborá para uma pequena viagem.

Tantas coisas mudaram na forma de se comunicar e de se fazer as coisas, e muito mais tende a mudar. Um mercado que corre sérios riscos é o radiofônico, e isso me dá muito medo, veja, por exemplo, quantos bons artistas surgem e quantos péssimos fazem sucesso diariamente, será possível que não existam coisas boas por ai, a grande questão é, saber fazer as coisas, encontrar oportunidades de vender o seu produto, não necessariamente a musica tem que viver somente das vendas de CDs e/ou shows, muita coisa pode e deve ser explorada, faço esse apelo para continuar ouvir musicas que valham a pena que nos façam pensar que nos tire da zona de conforto, que ao menos seu ipod mereça recebê-las.

Enquanto escrevo isso sinto como se uma bateria de uma garoto de 5 anos que acabará de ganha-lá tocasse alucinadamente sem parar e no fim se escutasse apenas um palavrão, na verdade um desabafo.

Já está em quinta, é melhor pisar um pouco no freio!

Acho que perdi um pouco o controle, mas o que quero mostrar é que não podemos olhar para as coisas sempre com os mesmos olhos e esperando os mesmos resultados, é preciso inovar, buscar dentro das coisas novas funções novos usos, e como publicitário que sou não posso me contentar com a lenga- lenga que se vê hoje em dia, comerciais de dar sono, que fazem lembrar pela porcaria que é, e ao mesmo tempo não posso nem por um instante acreditar que no futuro o que nos espera são musicas tão deploráveis que nem valem a pena ser citadas.

Enquanto procurava um anunciante sequer num evento tão marcante como o que foi a virada cultural, e nada achei, ou quase nada. Olhei e vi o brasão de São Paulo e uma explicação do meu amigo casou perfeitamente com esse texto, por isso vale citá-la - Non Dvcor, Dvco – que em latim significa, NÃO SOU CONDUZIDO, CONDUZO. Ou seja, é preciso estar à frente para chegar primeiro.

Ufa! Até a próxima aventura.