Mudei a locomotiva, boa viagem!
Hoje o mercado radiofônico passa por uma estagnação preocupante para todos que vêem na musica uma forma de viver a vida mais leve, de pensar diferente e de claro achar explicação para muitas coisas inexplicáveis.
Um Breque!
Acho que todo mundo já se perguntou de onde vem a fortuna que a Google possui hoje, uma busca no Google e provavelmente você encontre a resposta.
Agora vamos aos fatos que me trazem até aqui, ora pois!!! Esse Blog não é para falar sobre o marketing do dia-a-dia. Pois bem aqui estou com uma tremenda duvida.
No ultimo fim de semana a cidade de São Paulo assistiu a um evento com a magnitude da cidade, nada menos do que 4 milhões de pessoas apreciaram durante 24 horas, muita musica, arte e cultura. Algo para deixar qualquer anunciante louco para divulgar sua marca, fazer alguma ação, cativar esse publico na sua maioria alternativo e formador de opinião, desses peixes que são difíceis de capturar.
Procurei em todos os cartazes, faixas, palco, o raio que o parta não vi nada de nenhum anunciante patrocinador nem sequer panfletagem nas ruas, NADA! A única explicação que encontro para essa omissão total dos que dizem estar sempre a frente de qualquer novidade, sempre procurando surpreender o publico, é de que justamente nesse fim de semana todos foram para suas casas de campo descansar da loucura dessa cidade, mas que péssimo dia para isso, perderam o que faz o Google ser o que é.
Engatem novamente a primeira, amarrem os cintos e Simborá para uma pequena viagem.
Tantas coisas mudaram na forma de se comunicar e de se fazer as coisas, e muito mais tende a mudar. Um mercado que corre sérios riscos é o radiofônico, e isso me dá muito medo, veja, por exemplo, quantos bons artistas surgem e quantos péssimos fazem sucesso diariamente, será possível que não existam coisas boas por ai, a grande questão é, saber fazer as coisas, encontrar oportunidades de vender o seu produto, não necessariamente a musica tem que viver somente das vendas de CDs e/ou shows, muita coisa pode e deve ser explorada, faço esse apelo para continuar ouvir musicas que valham a pena que nos façam pensar que nos tire da zona de conforto, que ao menos seu ipod mereça recebê-las.
Enquanto escrevo isso sinto como se uma bateria de uma garoto de 5 anos que acabará de ganha-lá tocasse alucinadamente sem parar e no fim se escutasse apenas um palavrão, na verdade um desabafo.
Já está em quinta, é melhor pisar um pouco no freio!
Acho que perdi um pouco o controle, mas o que quero mostrar é que não podemos olhar para as coisas sempre com os mesmos olhos e esperando os mesmos resultados, é preciso inovar, buscar dentro das coisas novas funções novos usos, e como publicitário que sou não posso me contentar com a lenga- lenga que se vê hoje em dia, comerciais de dar sono, que fazem lembrar pela porcaria que é, e ao mesmo tempo não posso nem por um instante acreditar que no futuro o que nos espera são musicas tão deploráveis que nem valem a pena ser citadas.
Enquanto procurava um anunciante sequer num evento tão marcante como o que foi a virada cultural, e nada achei, ou quase nada. Olhei e vi o brasão de São Paulo e uma explicação do meu amigo casou perfeitamente com esse texto, por isso vale citá-la - Non Dvcor, Dvco – que em latim significa, NÃO SOU CONDUZIDO, CONDUZO. Ou seja, é preciso estar à frente para chegar primeiro.
Ufa! Até a próxima aventura.

Um comentário:
Bravo! Bravo! Bravissimo!!!
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